A saga de uma mãe que estudou Direito e virou espiã nas redes para achar assassino de filho

Maik tinha 19 anos quando foi morto por motivo fútil em uma festa em Cuiabá; sua mãe, Patrícia Gusmão, monitorou parentes de criminoso pelas redes sociais até ter pistas de seu paradeiro.

Patrícia Gusmão, de 40 anos, recorda diariamente do seu filho caçula enquanto vai para a universidade, onde esta cursando Direito, no terceiro semestre. Seu filho foi assassinado em 2016, foi a partir dele que a mulher começou a faculdade.

A mulher é comerciante e assume que nunca foi seu sonho cursar Direito, e já é forma em serviço social. A vontade de cursar a faculdade escolhida hoje, foi porque em muitos momentos ela se sentiu pedida em meio a termos jurídicos que constavam processo referente ao assassinato do seu caçula.

“Eu ficava incomodada por não entender o que o juiz estava dizendo e por precisar sempre recorrer ao advogado para compreender os termos”, conta.

A comerciante fez questão de acompanhar cada mínimo passo das investigações oficiais e dos trâmites jurídicos relacionados á morte do filho.

O seu filho Maik foi assassinado enquanto participava da festa de aniversario de seus irmãos , em clube, no Mato Grosso. Pelas informações Policiais, o garoto foi morto por motivos fúteis. O garoto estava na festa, quando Elton Victor Silvestre da Silva, de 20 anos pulou o muro do clube.

O criminoso entrou no local após ser impedido pela portaria, por estar armado com uma pistola de 380. Testemunhas disseram que o rapaz teria iniciado uma discussão com alguém da festa e Maik teria tentado separar a briga. Maik foi empurrado, e caiu no chão e levou três tiros. Ele morreu na hora, três dias antes do seu aniversario, onde completaria 20 anos. “Eu perdi o meu chão”, diz Patrícia.

Após os primeiros disparos em Maik, o criminoso atirou na perna de uma amigo dele e fugiu para destino desconhecido. Patrícia ficou muito abalada com a morte do filho, mas percebeu que as investigações sobre o homicídio estavam um pouco devagar. “A Polícia Civil estava muito empenhada, mas sei que há outros diversos casos. Como era eu que tinha perdido meu filho e era a mais interessada nisso, decidi ir atrás do assassino.”

Patrícia passou a investigar sozinha o caso. Ela utilizou um perfil de facebook de um familiar, adiciono parentes do criminoso e passou acompanhar a rotina dele. A primeira pista que teve foi por meio de uma prima do rapaz. “Essa moça sempre marcava o assassino nas publicações e também interagia com a namorada dele, como se estivesse passando recados, então passei a ficar atenta nisso.”

Então a comerciante descobriu sobre o paradeiro do assassino veio após a prima dele comemorar a descoberta de uma gestação. “Ela publicou a foto de um exame e anunciou que estava grávida. Nisso, ela marcou muita gente, incluindo o assassino do meu filho. Depois de ver essa postagem teve certeza que eu estava perto de descobrir para onde ele havia ido.”

Ela diz que a publicação da prima, mostrava o nome da clinica na qual dói realizado os exames. Com essa informação, patrícia procurou a delegada responsável pelo caso

Patrícia conta que a publicação da prima de Vitinho mostrava o nome da clínica na qual fora feito o exame. Com base nisso, a comerciante procurou a delegada responsável pelo caso.

“Pedi que ela me ajudasse a descobrir onde ficava aquele lugar, porque seria uma ajuda importante para as investigações”, relata. A Polícia Civil fez um levantamento e descobriu que a clínica estava localizada no município de Araputanga (MT). “Eles foram até lá e pediram, com mandado judicial, o endereço da prima do assassino.”